A EVOLUÇÃO DA TELEFONIA CELULAR

Vem aí a era das redes 5G, que tornará o mundo ainda mais conectado

Recapitulando um artigo publicado na edição 161 de Áudio & Vídeo – Design e Automação (“Redes Móveis de Quinta Geração”), a telefonia celular começou a se expandir nos anos 1980 – inicialmente, com o 1G, a telefonia celular analógica. Dez anos depois, surgiram as tecnologias da rede 2G, o CDMA, GSM e TDMA, a primeira geração da telefonia celular digital. Textos e fotos trafegavam ao lado do sinal de voz.
Porém, velocidades razoáveis surgiram apenas com as tecnologias das redes 3G, EVDO, HSPA e UMTS, que permitiam tráfego de dados na faixa dos megabits por segundo (Mbps) e, assim, habilitavam vídeochamadas de melhor qualidade. As redes de quarta geração (4G), como WiMax e Long Term Evolution (LTE), surgiram no novo milênio e têm limites teóricos de 3 Gbs/s (gigabits por segundo ou milhares de Mbps), no caso da tecnologia LTE-Advanced Pro, também chamada comercialmente de 4.5G. Infelizmente, na prática, a velocidade efetiva de download no Brasil não passa de poucas dezenas de Mbps.

5G PARA QUÊ?
As redes 5G, por seu lado, começarão com velocidades de download na faixa de algumas dezenas de Gbps, o que já permite a conexão de uma infinidade de equipamentos à rede sem perda de qualidade do sinal – a chamada Internet das Coisas (IoT) depende dessa rede para ser implantada com sucesso. Aplicações que exigem baixa latência (menor tempo entre o pedido e a recepção de dados, permitindo a interação em tempo real), como jogos online e carros conectados, serão beneficiadas pelo amplo uso dessas redes.
As redes 5G permitem carregar mais dados simultaneamente. Porém, devido à faixa de frequências mais elevada em que trabalham, elas têm certa limitação para o alcance do sinal, o que exige uma maior quantidade de antenas espalhadas pela cidade. Outro aspecto da implantação das redes 5G é que as redes de internet fixa – as redes cabeadas oferecidas pelas operadoras de telefonia e que costumam, então, ser compartilhadas via Wi-Fi – poderão ser substituídas pelas redes de telefonia celular 5G (a tecnologia que deverá chegar com mais frequência às casas).

PARA QUANDO?
2019, 2020..? Muito se especula sobre quando as redes 5G estarão disponíveis. O 5G ainda não tem padrões definidos, mas, em alguns países, já está em teste em pequena ou média escala. Na Coreia, a tecnologia já está sendo testada pela SK Telecom, KT Corporation e LG U Plus. Nos EUA, a Verizon e a ATT lançaram suas redes e, apesar de a estabilidade do sinal em alguns testes não ter sido longa o suficiente para que fossem realizados a contento, a velocidade alcançou várias centenas de Mbps, deixando muito para trás as conexões 4G.
Na América Latina, a estimativa é que, em 2020, estejam sendo feitos testes ou lançamentos, conforme o país. No Brasil, a Anatel prevê para 2020 o leilão de frequências, para que as operadoras de telefonia adquiram as faixas do espectro eletromagnético nas quais atuarão. Já a oferta de serviços ao público deverá ocorrer apenas em 2021, segundo estimativas, com os primeiros testes – e talvez disseminação – ocorrendo em 2023. É importante salientar que, como nem toda a demanda de dados exigirá o 5G, este deverá conviver por mais uma década com as redes 4G e 4.5G.
Quanto aos smartphones, os atuais não permitem acesso à tecnologia 5G, pois requerem um conjunto de antenas diferentes daquelas utilizadas pela rede 4G. Porém, as empresas estão se preparando para isso. A Samsung já anuncia seu primeiro aparelho com a tecnologia, o Galaxy S10 5G, e a chinesa OnePlus também sinalizou que está para lançar um modelo. Na disputa também estão companhias como Huawei, ZTE, Nokia e Ericsson e diversas empresas divulgaram que oferecerão produtos como: adaptadores (dongles) e hotspot 5G.

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